Nascido em 2 de fevereiro de 1927, era filho do português Joaquim Pinheiro Ferreira Gomes e da maranhense Amélia Pinheiro Gomes. Aos 3 anos de idade, mudou-se para Portugal com os pais, onde teve a oportunidade de estudar em importantes escolas da Europa. Aos 19 anos, já formado em Filosofia e Ciências Econômicas e Sociais, retornou a São Luís. Foi casado com Maria Tribuzi, com quem teve oito filhos.
Talvez por sua formação, Bandeira Tribuzi tenha sido um idealista que preferiu trilhar caminhos diferentes dos de seu pai, que era comerciante. Não demorou a se engajar a movimentos literários - ele foi o introdutor do Modernismo no Maranhão -, unindo-se a uma geração de escritores que despontou nos anos 1950, a exemplo de Lago Burnett e José Sarney.
A primeira obra de Tribuzi, o livro de poemas Alguma existência, foi lançado em 1948 e revolucionou a literatura maranhense, por apresentar versos sem nenhuma pontuação.
Os poemas do maranhense são reunidos em 11 livros. Além disso, ele escreveu, em 1949, a peça teatral Rosamonde - O touro da morte, cujo prefácio foi assinado por Roberto Aguiar, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em que destacou que gostaria de ver encenada a peça em teatros do país.
O escritor maranhense também é autor da novela Da conveniência de fazer-se um deputado conveniente, além de ter composto Louvação a São Luís, que passou a ser o hino oficial da cidade. Na área da música, Tribuzi também assina outras 43 composições (letra e música).
Jornalismo - Além da literatura e música, Tribuzi enveredou pelo jornalismo, política e economia, tendo se destacado como técnico em planejamento governamental, trabalho que foi fundamental no projeto desenvolvimentista do jovem governador José Sarney, eleito em 1965, pelas Oposições Coligadas. Tribuzi foi o principal formulador e incentivador do grande projeto, de repensar a realidade estadual, de modo a transformar o Maranhão num estado viável.
Foram dos debates e reflexões de Sarney e Tribuzi que surgiram projetos como a concepção da malha viária, programas educacionais, industrialização e muitos outros que incluíram o Maranhão no eixo do desenvolvimento.
A parceria Sarney/Tribuzi, consolidada na literatura e na política, também se estendeu ao campo do jornalismo, quando escreveram e publicaram textos sobre o Maranhão na revista cultural A Ilha. No fim dos anos 1960, adquiriram o Jornal O Dia, que em 1973 passou a se chamar O Estado do Maranhão. Quatro anos depois, o jornalismo, a política, a literatura e a economia maranhense perdiam um de seus mais exponenciais ícones. Bandeira Tribuzi morreu em 8 de setembro de 1977, dia do aniversário de São Luís, cidade que tanto amou e imortalizou por meio de versos e poemas.
*de O Estado do Maranhão