Blog do Marcial Lima - Voz e Vez: Advogada é assaltada e torturada por bandido que invadiu sua casa

quarta-feira, 20 de março de 2013

Advogada é assaltada e torturada por bandido que invadiu sua casa


Uma advogada, cuja identidade foi preservada, teve a sua casa invadida por um assaltante na madrugada de ontem, na cidade de Santa Inês. Ela foi torturada e obrigada a entregar ao bandido R$ 30 mil para não ser estuprada. O homem, segundo a vítima, ainda a obrigou a levá-lo em seu veículo até a cidade de Zé Doca, onde desceu e tomou rumo ignorado.

"Percebi que uma luz acendeu no corredor. Quando levantei para pegar o telefone, ele chutou a porta e entrou no quarto e pulou em cima de mim com uma faca na mão. Depois ele começou a vasculhar tudo, e achou uma arma que havia sido deixada por uma amiga minha. Mais confiante, ele ameaçou me estuprar, caso eu não entregasse algum dinheiro", disse a advogada em depoimento na delegacia.

Ainda de acordo com a oitiva da vítima, foram 2 horas de terror nas mãos do criminoso. Para não ser violentada sexualmente, ela admitiu ter a quantia de R$ 30 mil em casa e entregou o dinheiro ao bandido. Com o valor em mãos, o assaltante obrigou a advogada a tirar seu carro, uma caminhonete Toyota Hilux SW4 da garagem, e ajudá-lo a fugir.

"Eu fui dirigindo até determinado trecho, depois ele quis assumir a direção. Durante o trajeto, o assaltante fez várias manobras arriscadas, deu cavalos de pau na pista e usou muita cocaína enquanto dirigia; inclusive me obrigou a consumir a droga algumas vezes. Quando desceu do automóvel, ele fugiu com o dinheiro e também com a arma da minha amiga", acrescentou a advogada à Polícia Civil.

Somente ao amanhecer, foi que a vítima conseguiu retornar a sua casa, localizada na Rua da Raposa, Centro de Santa Inês, e logo em seguida comunicou o crime no 2º Distrito Policial da cidade, onde foi ouvida inicialmente pela delegada Caroline Dantas Batista, que estava no plantão. O caso, porém, será acompanhado pelo delegado titular Marconi de Freitas Matos.

"Trata-se de um crime que até podemos considerar atípico em Santa Inês. Por enquanto, estamos juntando pistas e depoimentos que possam levar a polícia a identificar o autor e em seguida localizar seu paradeiro. Já comunicamos o fato à Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) e estamos trabalhando em conjunto com a delegacia regional", disse a delegada Caroline Dantas Batista.