Parado próximo ao Terminal de Integração da Praia Grande e exposto ao salitre proveniente do mar, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) permanece fora de uso e, sem nenhum tipo de vigilância, foi alvo de vandalismo: na parte da frente do veículo foi arranhado um nome, com algum objeto metálico. A Prefeitura paralisou as obras de implementação do VLT, que se iniciaram em 2012, na gestão do ex-prefeito João Castelo, e até agora não apresentou nenhuma proposta para resolução do impasse. O veículo, que ainda nem chegou a ser utilizado pela população, corre o risco de se deteriorar, desperdiçando o investimento público feito com sua aquisição.
O fácil acesso ao VLT contribui para que ações criminosas aconteçam. Qualquer pessoa que frequenta o Terminal de Integração da Praia Grande pode subir as escadas em direção à plataforma que dá acesso ao veículo, que está com todas as portas fechadas.
O descrédito do ludovicense quanto ao funcionamento ou não desse meio de transporte é grande. "Acho que nunca vai funcionar. Daqui a pouco estará descascando todinho por causa do salitre do mar", disse o auxiliar de serviços gerais Marcos Sousa, de 27 anos.
Daniel Pires de Sousa, de 35 anos, morador da área Itaqui-Bacanga, destacou que manter fora de funcionamento o VLT é um desperdício de dinheiro público. "Se a população cobrasse, talvez a Prefeitura pudesse colocá-lo para funcionar. E se isso acontecesse, seria melhor para a população, pois a superlotação nos ônibus diminuiria, assim como o número de assaltos", comentou Daniel Pires de Sousa.
Custo - O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) custou R$ 7 milhões, dos quais apenas 5%
(R$ 350 mil) ainda não foram pagos à Bom Sinal Indústria e Comércio Ltda., empresa sediada no município de Barbalha (CE), que vendeu o VLT à Prefeitura de São Luís.
A comissão do Ministério Público designada para apurar casos de improbidade administrativa em São Luís solicitou ao Município, em janeiro deste ano, o procedimento licitatório e os contratos relativos à instalação do VLT, iniciada em 2012.
O Estado entrou em contato com a Prefeitura de São Luís para saber que medidas serão tomadas quanto ao VLT e a respeito da investigação do Ministério Público sobre o caso, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.
O VLT é uma espécie de metrô de superfície urbano de passageiros, que utiliza equipamentos e infraestrutura mais leve que a usada normalmente em sistemas de metropolitano ou de ferrovias.
R$ 7 mi é o custo total dos dois vagões, segundo a gestão anterior da Prefeitura de São Luís, do VLT
95% do valor do VLT, ou seja, R$ 6,6 milhões, já foram pagos pela administração municipal para a quitação dos vagões
18 metros é a extensão de cada vagão do VLT, com seis portas que abrem simultaneamente e capacidade para 358 pessoas
*de O Estado MA