Pesquisa do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos (Imesc), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento (Seplan) informa que a cesta básica em São Luís custou R$ 270,59 no mês de abril. O valor do conjunto de gêneros alimentícios essenciais apresentou um aumento de R$ 10,97 em relação a março, ou seja, uma variação de (4,2%).
Entre os 12 produtos que compõem a cesta, 10 itens contribuíram para o respectivo aumento: o tomate (12,0%), leite (9,4%), banana (5,9%), feijão (4,2%), açúcar (3,1%), manteiga (2,6%), café (1,7%), carne (1,5%), farinha (0,6%) e o pão (0,4%). Arroz (-6,1%) e óleo (-3,6%) foram os dois únicos produtos que registraram queda no preço.
Comparando com abril do ano anterior, nenhum item sofreu redução. O aumento dos produtos ficou da seguinte forma: farinha (131,0%), tomate (111,2%), banana (72,7%), arroz (24,9%), leite (24,0%), pão (17,4%), manteiga (9,5%), café (8,6%), óleo (3,9%), carne (3,8%), açúcar (2,0%) e feijão (0,8%). Assim, a variação anual ficou em 32,6%.
De acordo com o Imesc, para adquirir os produtos que compõem a cesta básica, o trabalhador que ganha um salário mínimo, precisou comprometer 39,9% da sua renda, no mês de abril. Ou seja, tomando por base uma jornada de trabalho de 220 horas, o trabalhador precisou laborar 87 horas e 48 minutos para obter o montante equivalente ao valor da cesta. Deste modo, apenas 60,1% do salário estaria disponível para outras despesas, como habitação, vestuário, transporte, higiene, lazer, entre outras.
O cálculo da cesta básica é feito com base no Decreto Lei 399, de 30 de abril de 1938, que fundamenta o salário mínimo e que estabelece os produtos, assim como suas respectivas quantidades que equivalem a Ração Essencial Mínima capaz de alimentar um trabalhador em idade adulta.