Sarney Filho anunciou que, na próxima semana, o Ministério do Meio Ambiente irá lançar o Plano Nacional de Sustentabilidade nas Reservas Extrativistas, e que o projeto piloto será lançado na Ilha de Guajerutiua, onde foi assinado o Plano de Manejo.
“Precisamos valorizar as reservas extrativistas, que ao contrário das unidades de conservação, como os parque nacionais, permitem a execução de atividades econômicas sustentáveis, e, assim, estaremos valorizando os serviços ambientais”, defendeu o ministro.
A cerimônia contou com moradores das várias ilhas da reserva de Cururupu e de dirigentes da ONG internacional Rare, que, há dois anos, desenvolve um trabalho na ilha de Guajerutiua, denominado “Pesca para Sempre – ciência, capacitação e mobilização”, voltado para a proteção da pescada amarela, um dos mais consumidos no Estado.
De acordo com o diretor da Rare no Brasil, Luís Lima, além da pesca em excesso, a bexiga natatória da pescada tem obtido grande valor comercial no mercado chinês, que chega a oferecer até 900 reais por quilo do produto seco para a fabricação de cosmético e de cola cirúrgica.
Representantes dos pescadores entregaram ao ministro um abaixo-assinado pedindo a instalação de energia eólica e solar na ilha e, também, o estabelecimento do defeso da pescada amarela. Os próprios pescadores se anteciparam ao defeso e já identificaram nove poços de procriação da espécie e começaram um rodízio para proteger o peixe. As crianças das escolas da Resex fizeram um apelo ao ministro para que as ilhas passem a contar com escolas de ensino médio.
(Informações do MMA

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