De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MP-MA), os crimes aconteceram no dia 1º de janeiro de 1996, durante uma festa de Réveillon realizada em um clube na cidade de Zé Doca. Continua a denúncia informando que o acusado travou uma discussão com Fernando Moura Gama. Antônio Marcos foi alvejado com dois disparos de revólver calibre 38, levando-o à morte. Já Fernando foi atingido por um tiro no tórax, sendo submetido a uma cirurgia e sobrevivido. A autoria dos crimes foi constatada devido às dezenas de testemunhas presentes na festa, confirmando que Hélio atingiu os irmãos.
No julgamento, o Conselho de Sentença rejeitou o pedido de absolvição feito pela defesa do acusado, bem como rejeitou a tese de ter agido sob violenta emoção. Entretanto, acatou a ideia de que o autor dos disparos estava parcialmente embriagado, rejeitando a qualificadora de motivo fútil. Pelo crime de homicídio, ele recebeu a pena definitiva de seis anos de prisão. Em relação ao segundo crime, o réu recebeu a pena definitiva de quatro anos de prisão. A Justiça negou a ele o direito de recorrer em liberdade.
Outro julgamento
Nessa quarta-feira (27), foi realizada mais uma sessão do Tribunal do Júri, tendo como réu Raimundo Alves da Cunha, ex-policial militar acusado de fazer parte de um grupo de extermínio, que teria executado a vítima Alan Rodrigues da Costa, em 23 de janeiro de 1998. A denúncia narra que um dos tiros que matou Alan teria sido originado da arma do cabo Alves, como era conhecido Raimundo. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição do réu. A sessão do Tribunal do Júri foi realizada sem a presença de Raimundo Alves da Cunha.
No primeiro julgamento, além da juíza presidente do Júri, trabalhou, na acusação, o promotor de Justiça José Artur Del Toso Júnior, tendo, na defesa, o advogado Erivelton Lago. No segundo caso, atuaram os promotores Sandro Carvalho Lobato, Fábio Santos de Oliveira e José Artur Del Toso Júnior e, na defesa, o advogado Uallasse Rocha Louzeiro.
(Informações do TJ-MA)

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